06 fevereiro 2019

A Star Is Born






Melodrama? Sim, e qual o problema? Não andam o amor e a dor de mãos dadas bastas vezes, faces da mesma moeda?

A Star Is Born não possui uma extraordinária ou invulgar história, mas a narrativa é conduzida de forma sólida e séria, transformando o que poderia ser meramente banal em algo apelativo, comovente e merecedor de reflexão. A que custo nasceu esta estrela?

Uma estrela em fulgurante ascensão, numa surpreendente interpretação de Lady Gaga, cativante e enérgica, que a par da inegável e corrosiva química com Bradley Cooper, fazem de A Star Is Born um filme sincero, entusiasmante e comovente!

29 janeiro 2019

First Man




Tão longe, e de repente tão perto. Tão perto, e num instante tão longe. Perda, sucesso, perda outra vez e outra e ainda outra. O trabalho de uma agência, uma nação com outros tumultos, a obsessão de um homem. E a Lua lá ao fundo, tão longe e tão perto, tão perto e tão longe. E tão próximo o rosto de um homem, tão próximo o seu olhar, o de perda e o de medo, o de desespero e o de dúvida, por fim o de conquista. Ainda que, como o lado oculto da lua, sempre ensombrado, obstinado pela missão, fechado pela dor.

First Man é exactamente isso, sobre o homem. Longe de uma celebração inflamada, muito longe do patriotismo acéfalo que tanto contamina, First Man é sóbrio e por isso portentoso no modo como nos narra o oculto lado humano da ida à Lua.

03 maio 2017

Logan


A crítica que se segue contém spoilers...




Now that´s a fucking Wolwerine movie! A raw and ferocious one! 


E são apenas duas as vezes em que o chamam assim…Uma de forma sarcástica e desdenhosa, como se esse já não vivesse ali, naquele corpo envelhecido; a outra como um eco enferrujado de um passado que já não volta, mas que o atormenta incansavelmente! 



Logan é o filme que a personagem e Hugh Jackman mereciam, há já muito, após a mísera introdução e o desvario japonês. Logan é, finalmente, o filme que assume em pleno a ferocidade e visceralidade intrínsecas da personagem, fazendo-o de um modo que tem tanto de natural como de provocador! Mas, transversalmente, Logan é também o filme que debate mais seriamente a questão da humanidade deste anti-herói: um homem perseguido pelos demónios do seu passado, pelos fantasmas dos seus mortos, pela inevitabilidade ou contrariedade das suas características, pelo peso dos seus actos e escolhas. Por isso, tanto temos a fúria das suas garras de Adamantium trespassando e eviscerando como nunca antes tínhamos visto, como assistimos à sua lenta degradação e ao crescendo de tormento e desespero! E tenho a dizer, Hugh Jackman é imenso em ambos! 

Da fragilidade à impetuosidade, do corpo velho ao sangue novo…bem, como falar da explosiva e animalesca Laura, força bruta e imparável, quase assustadora e raivosa brutalidade em corpo de menina? Se aquela sua sequência de revelação não é verdadeiramente atordoante, não sei o que possa ser! E quão espectacular é o confronto entre as suas tenacidades: Laura a lutar desesperadamente pela sua sobrevivência…e Logan a desistir da sua…que grande filme! Só faço um desgostoso reparo: não é nada mas nada justo termos que assistir novamente à morte do Professor X…não é simplesmente!




E chegando ao fim, Logan despede-se de nota severamente amarga, mas com uma pujança há muito merecida (excelente realização e argumento de James Mangold) e que é, quer visual quer narrativamente, atordoante e imensa e acima de satisfatória!


06 março 2017

Fantas Express: do espírito de emancipação à melancolia em português


TUOS 




Há um cântico que nos percorre com a força visceral daquilo que é anterior ao próprio tempo e história. Espíritos espreitam da escuridão, espíritos que clamam e iludem, espíritos que pertencem à floresta, espíritos que comandam o passado, o presente e o futuro deste clã matriarcal. Senti Tuos de uma forma muito peculiar, senti as suas histórias a estontearem-me a mente, senti a sua melodia a encher-me o coração. 

Tuos, emotivo e extraordinário conto de emancipação feminina, no qual a brutalidade do concreto e a peculiaridade do místico se cruzam, no qual o sobrenatural e a realidade se esfumam de mãos dadas, de modo astuto, subtil e memorável! Tuos, prodigiosa fábula, indelével retrato! 



A FLORESTA DAS ALMAS PERDIDAS




No fim, sente-se incompletude. Olhamos para trás e, face a uma narrativa tão singular e a uma atmosfera inicial rica em suspense, é frustrante detectarmos esse potencial perdido. Também não ajudou o realizador definir o filme como pertencente ao género terror, não é de forma alguma o caso. 

Os diálogos incisivos, juntamente com o carismático trabalho de Daniela Love e Jorge Mota, e a evocativa fotografia a preto e branco são as forças maiores que contribuem quer para a acutilante beleza do filme, quer para o suspense incomodativo que o atravessa até ao arrasador twist. 
Contudo, a partir desse momento, a extravagância quebra-se, a dispersão instala-se, o feitiço desvirtua-se. Tal como as suas almas, também o filme se perdeu em si próprio.


03 março 2017

Fantas Express: da comédia nonsense israelita à mais aborrecida invasão alienígena de sempre!



OMG I’m a Robot! 



Robots. São frios, mecânicos, complexos automatizados guiados apenas por razão e lógica! E depois temos Danny, doce e hiper sensível, desconhecida maldição emocional que lhe atormenta a vida! E é dado assim o pontapé de saída para esta comédia descomprometida, sarcástica e ligeiramente non-sense! Diálogos divertidos, situações caricatas, one-liners algo parvas, lá esta, muito non-sense à mistura numa produção que, é importante dizer, tem por base questões políticas e morais: é impossível não associar de imediato a razão da criação dos robots com o próprio conflito israelo-palestiano! 



The Darkest Dawn



O que é que eu posso dizer sobre The Darkest Dawn? Serei directa: não gostei do filme. É aborrecido, é uma sucessão de situações cliché e maçadoras que não cativam nem originam outra reacção senão um revirar de olhos e um bocejo!


02 março 2017

Fantas Express: Vingança, Salvação, Reconquista



You’re Gonna Die Tonight 

Curta e mal sucedida incursão no género slasher, You’re Gonna Die Tonight é terrivelmente trapalhona e insípida, indigna de registo! 


Paranormal Drive 




Uma viagem assombrada às mãos de um espírito vingativo é o mote deste tenso e bem realizado mistério russo! Apesar de sabermos de início quem é a causadora de todos os sobressaltos e sustos, o modo como a narrativa se desenrola é cativante e inquietante, cumprindo exactamente o que promete! De facto, “Hell hath no fury like a woman scorned”, aposto que existe um equivalente russo e se não, eles que aprendam! Paranormal Drive, excitante e perturbador! 



El Ataud Blanco 




Até que ponto vai uma mãe para salvar os seus filhos, que limites está disposta a ultrapassar, que pecados está pronta a cometer? 
Assim se apresenta El Ataud Blanco, respondendo de forma descomprometida e desproporcionada e com laivos quer cómicos quer até um pouco foleiros à sua vincada premissa! 



A Ilha dos Cães 



Da Angola colonial à Angola imperialista, de prisão para rebeldes e revolucionários a último reduto de pescadores ameaçados pela exclusividade do “resort”, a ilha sempre se impôs como fortaleza dominada pelo misticismo, comandada pelas matilhas que tão notória e agressivamente a defendem. A Ilha dos Cães, surpreendente e capaz conto sobrenatural, foi especialmente hábil em aliar uma narrativa curiosa a uma atmosfera igualmente mística, resultando num filme cativante e satisfatório, que prende agradavelmente a atenção do espectador!


01 março 2017

Fantas Express: Land of Light e The Age of Shadows



Da infância estilhaçada à provação de um ideal maior… 



 LAND OF LIGHT 




Testemunho cru e avassalador, Land of Light paralisa-nos com o seu desarmante contraste entre inocência e maturidade, violência e brincadeiras, sonho e realidade, no confronto de uma infância devastada pela guerra na Síria. Essa guerra, como todas as outras, em que as crianças são o elo mais fraco, forçadas a sobreviver sem infância, forçadas a sobreviver apenas. Como quando assistimos ao momento em que, face à visão de uma família assassinada num ataque, a reacção imediata seja rebuscar pela casa por alimentos e objectos úteis. Ou ao desembaraço com que pegam numa arma. Ou quando, na cena final do documentário, ouvimos os seus argumentos sobre como dirigir esta narrativa. 
Por entre lágrimas e genuínos sorrisos, por entre tiros e canções, por entre destruição e esperança, Land of Light apresenta-se como um portentoso murro no estômago, arrastando-nos para uma realidade que não sendo desconhecida, obviamente, é muitas vezes comodamente esquecida por entre os míseros turbilhões do nosso plácido quotidiano. 



THE AGE OF SHADOWS 




Por entre sombras, uma figura ágil escapa-se da perseguição, de telhado em telhado, resistindo até não mais, até ao seu fim sacrificado. Por entre sombras, ultima-se uma revolução, pela independência, pela liberdade, por uma causa maior. Por entre sombras, os carrascos atarefam-se, é urgente silenciar tal ideal. Por entre sombras, criam-se alianças, desfazem-se acordos, sabotam-se conquistas, conquistam-se sucessos; quando a escuridão sufocante parecia total, mantém-se teimosamente viva a chama desse ideal maior. 

The Age of Shadows, para além de competente capítulo histórico, é acima de tudo exímio na construção de uma extraordinária atmosfera de suspense e ambiguidade que se prolonga por todos os seus 140 minutos. Traça uma aliciante e misteriosa narrativa, na qual questiona habilmente as noções de honra e lealdade das suas personagens, mantendo o espectador sempre em suspenso. Para além disso, apresenta-nos brilhantes interpretações de Kang-ho Song e Yoo Gong e deslumbra-nos com uma grandiosa cinematografia. 
Dono de uma intensidade vincada e arrebatadora, The Age of Shadows firma-se como um singular conto de resistência e integridade, na luta definidora por um ideal maior.


19 fevereiro 2017

Silence






Avassalador, difícil de digerir, Silence é um filme que nos esmaga pela complexidade inerente do seu tema e, muito habilmente, pelo modo provocador como Scorcese o dirige! 

Provocador pela multiplicidade de questões que levanta. Provocador pela sagacidade com que confronta duas visões gravemente distintas mas no seu âmago similarmente pecadoras e de actuações violentas e desumanas. Provocador pela forma como coloca o espectador em comunhão, ainda que de díspar magnitude, com a busca e reflexão viscerais das principais personagens. 





Numa vívida e demolidora odisseia movida pela fé e pelo horror, Silence questiona e põe em causa, sem hesitações nem pruridos. Qual o sentido da evangelização, esse demónio colonizador que tanta crueldade e morte causou? Qual o sentido da resposta do Japão, esse império feudal que se protegeu à custa de tortura e perseguição? Qual o sentido de tudo isso, quando afinal a fé se revela como universal na sua essência, apenas diferente nas suas manifestações? Um terço. Uma cruz. A beleza da Natureza. Uma estátua de Buda. Meditação ou confissão. Monólogo. Silêncio. 


I pray but I am lost. Am I just praying to silence?


06 fevereiro 2017

Assassin's Creed


O conceito por detrás deste "Assassin's Creed" era apetecível, não nego. Misturar história e mito, a conquista cristã de Granada com a conquista da Maçã do Éden, deveria originar uma narrativa empolgante, recheada de incríveis momentos de acção!

Contudo, não é isto que o filme nos oferece...A maioria das sequências são apenas medianas e a narrativa acaba por ser um emaranhado de situações pouco coesas e sem grande fôlego!

Por último, apesar das suas qualidades, nem Fassbender nem Cotillard injectam chama suficiente ao filme, que se revela ultimamente pouco entusiasmante!

31 janeiro 2017

Rogue One


Sentimo-nos em casa. É, sem dúvida, um regresso reconfortante ao espírito dos seus "sucessores", definitivamente melhor conseguido que o episódio VII.

E, incrivelmente, Rogue One, é o filme mais díspar de toda a saga! O espírito de aventura e fantasia, ainda que bem presentes, são relegados para segundo plano, dando-se primazia a uma envolvência mais dramática, constante e necessária ao longo de toda a narrativa!
"Revoltas são construídas na esperança" e, acrescento, no sacrifício, e é esta viagem que nos é apresentada de forma consistente, emotiva e arrebatadora!

Assente num bom argumento e numa protagonista forte, Rogue One oferece-nos uma história convicente e empolgante, que nos faz sentir próximos das suas personagens e destinos de modo agradavelmente genuíno!

19 janeiro 2017

Passengers



(A seguinte crítica contém spoilers...)


Banalidade a bordo...





Que desencanto, que desilusão! Com uma premissa surpreendentemente acutilante e controversa, o filme é destruído pela sua própria preguiça em desenvolver a narrativa para além de uma básica e pálida história de amor! Depois, não se decide quanto ao que quer ser: romance, acção/catástrofe ou drama?! É que não consegue ser nenhum de forma convincente!

O grande trunfo do filme fica a pairar, sem concretização, apenas um breve comentário: "These are not questions for a robot, Jim!".
Fica assim apresentado o confronto ético que poderia distinguir o filme: a ânsia de companhia, de uma ligação, de contacto humano que quase enlouquece Jim, leva-o, num acto maior de egoísmo, a despertar a "sua" Bela Adormecida e esperar pelo conto de fadas! Que acontece, ainda que efémero, despedaçado por uma inconfidência andróide!
E aqui o filme espalha-se ainda mais ao comprido! Desperdiça completamente o potencial da sua narrativa, ao desvalorizar o conflito moral e ético da decisão de Jim pela companhia de salvamento da nave que, numa penada sem sentido, termina igualmente na reconciliação dos amantes!

E bem, voltamos a ter conto de fadas! O problema é que até o mais simples conto de fadas possui, em menor ou maior escala, uma lição de moral a retirar..."Passengers", por sua vez, navega apenas num vazio banal, preguiçoso e até perverso, simplesmente insignificante e deplorável!


09 janeiro 2017

Amor Impossível



Por mais de uma vez, a protagonista faz uso de "O Monte dos Vendavais": relê-o após uma briga com o namorado, defende-o apaixonadamente na apresentação de um trabalho, incorpora-o profusamente quando declama, de forma visceral, "Eu sou Heathcliff"! E por mais de uma vez, recordei o quanto odiei "O Monte dos Vendavais" e a sua narrativa de "amor" obsessiva e abusiva! Aquilo nunca foi amor, somente uma relação destrutiva, e também destrutiva é a relação que "Amor Impossível" nos apresenta.






É a ilusão do amor, o amor pelo amor, que Cristina persegue tão vividamente? E o que move Tiago senão o sentimento de posse por si só, o ter e possuir alguém? E quando tudo se complica, quando tudo desaba, o que acontece?

A caracterização deste caótico relacionamento é sólido e cativante; Victoria Guerra e José Mata foram capazes da intensidade que tal retrato pedia, numa narrativa que se foi afirmando como consistente e interessante! O meu grande problema com o filme foi sem dúvida a tentativa de paralelismo entre o casal protagonista e o casal de inspectores da PJ. Para além de me escapar o motivo desta opção, nunca achei que fosse bem conseguida ou até minimamente interessante, acabando apenas por prolongar em demasia a duração do filme e distrair-nos da história principal (e, por outro lado, desacreditar ligeiramente o trabalho de investigação...)!





"Amor Impossível" é, neste aspecto, um filme um pouco desequilibrado. Contudo, desenvolve de forma capaz e séria a sua premissa principal, numa narrativa fervorosa que nos consegue prender, ainda que não absolutamente, no seu sucessivo acumular destrutivo de paixão e obsessão!


11 maio 2016

Les Ponts de Sarajevo






O príncipe herdeiro que insistiu em desafiar o destino, se é que tal existe e nos comanda. As motivações em discurso directo e final do seu assassino. O desespero, cruel e voraz, da guerra das trincheiras. A cidade sitiada, por montanhas no horizonte e cadáveres na rua, sob a mira de snipers. O ressoar, década após década após década, da encruzilhada dos conflitos étnicos. Os traumas e os fantasmas de quem lá permaneceu e daqueles que não quiseram regressar.

Estas são algumas das perspectivas que (des)constroem "Les Ponts de Sarajevo", manta de retalhos de treze realizadores sobre a cidade-cerne de alguns dos (senão todos?) maiores conflitos do século XX. Revelam conhecimento, instigam reflexão: é, de facto, deveras impressionante e assustador a evolução dos acontecimentos que culminaram em tão diferentes e horríveis fins: as Grandes Guerras, a Guerra na Bósnia, os genocídios...E uma das curtas é especialmente acutilante nessa análise...e simultaneamente tão simples...uma conversa entre um casal, na cama, à volta do livro "Das Spektrum Europa", que ultimamente não é mais que um conjunto de estereótipos sobre os diferentes povos europeus, um eco dos perigos dos nacionalismos. Que culmina na visão do cemitério que se estende por Sarajevo, na curta "Quiet Mujo", que tem tanto de comovente como de desconcertante! Por último, uma nota negativa para "The Bridge of Sighs" de Godard, que me pareceu apenas uma incursão espalhafatosa, egocêntrica e sem real significado. Termino com um elogio para as sequências animadas que antecedem cada curta, metáforas do percurso de instabilidade e construção de Sarajevo!

Perspicaz e perturbador, "Les Ponts de Sarajevo" assume-se como uma viagem de reflexão e consciencialização que merece ser percorrida, sentida e pensada!



20 abril 2016

Versailles - primeiras impressões



"L´État c'est moi!"

Mito ou não, é verdade que a ousadia e força desta exclamação reflectem bem o reinado de Louis XIV! 
E é exactamente isso que a série "Versailles" nos tem vindo a mostrar, de modo terrivelmente deslumbrante e eloquente!





Luxo, sumptuosidade, beleza - manifestações do absolutismo encabeçadas pelo palácio de Versailles, esse expoente hipnotizante (que memórias mágicas tenho da visita!) do sonho máximo do Rei-Sol! É essa a trama de "Versailles", a construção e consolidação do poder de Louis XIV, por entre contrariedades, alianças, condicionantes, traições!

Mas também gosto que esta não seja uma reconstituição histórica per se, que esteja temperada de mística e sonho, para além de outros pormenores bem particulares e curiosos! Assim como as personagens e indiscutivelmente os actores que lhe dão vida, cativantes e misteriosos, que nos prendem o olhar desde as primeiras cenas! George Blagden, magnífico Louis XIV, sedutor, intransigente, manipulador, determinado, estratega e maquiavélico! Alexander Vlahos, conturbado e dividido Filipe, duque de Orleães! Ou as mulheres da corte: Elisa Lasowski, Noémie Schmidt, Anna Brewster, respectivamente, intrigante rainha, doce amante e, oh là là, insinuante e estratega amante!





Fiquei rendida ao primeiro episódio, os três que se seguiram comprovaram a minha absoluta paixão!


"Un roi sans château n'a rien d'un vrai roi!"



30 março 2016

Bachelorette



Um filme que quer ser irreverente e sarcástico no retrato que faz às suas protagonistas e às situações em que se vêem envolvidas mas que ultimamente se reduz aos clichés da comédia romântica! 





Tem alguns momentos engraçados mas a história é pouco consistente desde o início, o que resulta num produto final algo trapalhão (que raio é aquela personagem de Isla Fisher, por exemplo?) e ultimamente para esquecer...

Directo para a categoria de "filme de domingo à tarde"...e mesmo assim...




26 março 2016

Pride and Prejudice and Zombies



Juntar à narrativa de Jane Austen o factor zombies poderá parecer, se não sacrilégio, pelo menos um grande desastre...mas "Pride and Prejudice and Zombies" prova-nos bem o contrário! 

Factos curiosos: os zombies são apenas mais um contratempo para estas independentes personagens femininas a lutar contra a repressora sociedade inglesa do século XIX; é exactamente este desafio extra à sua compostura que torna o filme deveras divertido!





Se tem falhas? Pois então...as únicas irmãs Bennet falantes são só mesmo Elizabeth e Jane, Charles Dance e Lena Headey são pouco aproveitados, Lily James e Sam Riley não têm nem a química nem o charme dos seus antecessores e aquela trama secundária de Mr. Wickham é de facto pouco sustentada e explicada...

Mas compromete isto a valente dose de entretenimento? Nem por sombras, quer dizer, temos humor, acção e romance...e zombies, zombies! Zombies e Jane Austen? Fiquei rendida!


21 março 2016

Steve Jobs



Três momentos-chave, três momentos muito reveladores da personalidade de Steve Jobs, o tão afamado génio por detrás da Apple!

Assim está organizado este biopic não convencional, suportado pela escrita inteligente e sarcástica de Aaron Sorkin e pela vivacidade da realização de Danny Boyle!





Contudo, o mestre aqui é mesmo o portentoso Michael Fassbender, que incorpora de modo sublime as características tão definidoras de Jobs: a sua arrogância, a sua intransigência, a sua frieza, a sua inteligência e o seu egocentrismo! E goste-se ou não, admire-se ou nem por isso, a sua paixão por pela visão tão específica que tornou a Apple no que é actualmente!


16 março 2016

Spotlight






De construção formal e clássica, para mim "Spotlight" é significativo por relevar a importância e força do trabalho jornalístico: de investigar, de discutir e de realmente informar os cidadãos!

"Spotlight", o filme, desbrava metodicamente o trabalho de investigação da equipa homónima que expôs o escândalo de pedofilia na Igreja Católica norte-americana. Tal é atingido pelo cuidado e inteligente argumento e pelo valoroso elenco, no qual destaco as fortes interpretações de Mark Ruffalo e Michael Keaton!

"Spotlight" não é um filme avassalador pela sua forma, antes pela relevância do seu conteúdo, sendo por isso notavelmente indispensável!


07 março 2016

The Man from U.N.C.L.E.






É divertido, repleto de classe, é cool, descontraído e até sarcástico! Podíamos pedir mais? Penso que não! 





The Man from U.N.C.L.E” oferece-nos uma história cativante com os elementos clássicos da espionagem, três protagonistas bastante carismáticos e um ritmo empolgante, cheio de glamour e reviravoltas, que apesar de, por vezes, poder assentar mais no estilo do que na substância, é extremamente eficaz e satisfatório em proporcionar-nos um bom entretenimento!


29 fevereiro 2016

Óscares 2016 - Desilusões e Contentamentos





E ainda para mais Mad Max: Fury Road não é meramente cool! É irreverente, corrosivo, rebelde e inteligente não apenas na sua forma mas no seu conteúdo: por detrás do que pode ser considerado um excesso visual, possui uma mensagem forte de justiça, rebelião e igualdade! E sendo George Miller o seu génio inventivo, para mim a Academia ficou-lhes em grande dívida!





Leonardo DiCaprio  - O seu papel em The Revenant não foi nem de longe o melhor que já fez (podia falar de The Departed, de The Wolf of Wall Street, de Django Unchained,...) mas o meu coração de fã ficou muito contente ainda assim (mesmo que me doa Michael Fassbender não ter sido reconhecido, mais uma vez...)!




Alicia Vikander 




Ennio Morricone