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31 dezembro 2009

Filmes da Década ( III )


“Este País Não é para Velhos”
: Javier Bardem, um assassino psicopata com um intriguante corte de cabelo e um comportamento arrepiante, louco e metódico…

“Slumdog Billionaire”: o “feel-good movie” de 2008, numa busca incessante pelo amor ao ritmo de músicas contagiantes…

“Girl Interrupted”: pela interpretação visceral e forte de Angelina Jolie

“Bourne Identity”: um novo e refrescante tipo de agente secreto, duro e violento mas igualmente sensível e perturbado…

“Cidade de Deus”: quase como se tratasse de um documentário, um retrato sem moralismos e condenações de uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro, pelo olhar fotográfico de Busca Pé…

“O Amor Acontece”: várias histórias sobre as diferentes faces do amor que se encontram na época de Natal, num filme encantador e divertido!

“À Procura de Nemo”: um belíssimo filme de animação, comovente e divertido…

“A Guerra dos Mundos”: porque a relação entre o pai e os seus filhos se sobrepôs ao que poderia ser apenas um filme com estrondosos efeitos especiais sobre uma invasão alienígena…

“Revolutionary Road”: o desabar de um casamento, passo a passo, mascarado pela apenas aparente tranquilidade e felicidade dos subúrbios na década de 50, com as interpretações poderosas e cativantes de Kate Winslet e Leonardo di Caprio…

“Star Trek”: um galopante filme de ficção científica de tirar realmente o fôlego, numa revitalização fenomenal e bem sucedida da clássica série…

“Atonement”: pelas suas pequenas subtilezas: o bater das teclas da máquina de escrever, o vestido verde, o encontro escondido das mãos sob a mesa de jantar, as palavras de amor e despedida murmuradas ao ouvido; pelas interpretações belíssimas de Keira Knightley, James McAvoy e Saiorse Ronan…; pelo magnífico plano da praia de Dunkirk

“A Ressaca”: uma divertida e inteligente comédia

“Casino Royale”: um James Bond revitalizado, no seu estado mais duro e visceral…

“The Dark Knight”: a magistral interpretação de Heath Ledger, num Joker como nunca se viu...

“Watchmen”: nunca um filme sobre super – heróis me arrebatou desta maneira! Talvez porque não seja na verdade um filme sobre super – heróis ou talvez porque pela primeira vez tenhamos um retrato do quão atormentados e complexos eles são… Um filme genial! A começar pelos soberbos créditos iniciais: a evolução dos Guardiões e do Mundo embalada pela voz de Bob Dylan… Pelas interpretações fortes e irrepreensíveis, que parecem decalcadas da graphic – novel, principalmente a do Comediante e a de Roorsach… Pelas cenas de violência… Pela excelente e apropriadíssima banda sonora…

“Trilogia O Senhor dos Anéis”: porque fui arrebatada por cada uma das fantásticas/épicas/divertidas/comoventes/apaixonantes cenas, porque me senti de verdade na Terra Média, porque viajei com a Irmandade por entre vastos campos desertos, montanhas cobertas de neve, minas escuras e arrepiantes ou belas florestas élficas, lutei contra as 2 Torres com os valentes guerreiros de Rohan ou com os sábios e antigos Trents e rejubilei com o Regresso do Rei, porque vivi a dor e o conflito do atormentado Gollum, porque a magia me envolveu, porque senti o amor e a dedicação de Jackson na realização deste seu sonho…

Filmes da Década ( II )


Universo “Tim Burton”: “Big Fish”, “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, “A Noiva Cadáver”, “Sweeney Todd”:
em cada um sentimos a magia e o gore de Burton, o seu fantástico e inesquecível mundo, ou pintado de cores escuras e góticas e esqueletos dançantes num viva ode à noiva ou iluminado por um vasto campo de malmequeres ou por uma cascata de chocolate ou ainda povoado por um perigoso barbeiro que canta ao som de golfadas de sangue!

“Sin City”: a graphic-novel saltou directamente do papel para a tela, com os mesmos tons pesados e fascinantes do preto, branco e vermelho… uma realização alucinante, interpretações fabulosas, sensuais, violentas e perturbadoras…

“Munique”: podia ser facilmente um filme centrado apenas na vingança israelita após o atentado terrorista dos Jogos Olímpicos de 1972…mas Spielberg nunca é assim tão simplista! Spielberg realiza o filme sob uma perspectiva humana, ou seja, apresenta-nos os factos e deixa-nos pensar e decidir o que achar, e, mais importante, filma os conflitos interiores e morais deste grupo que vão surgindo com a execução cada mais vez perturbadora e difícil das missões, com especial destaque para Avner, o jovem agente de certo modo forçado a abandonar a sua mulher grávida (refiro este pormenor porque é uma característica comum de muitos dos filmes de Spielberg…o pai ausente). Um filme sublime, difícil, comovente, a não perder!

“Blindness”: a adaptação soberbamente conseguida do romance “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago…

“Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra”: um delicioso, cómico e empolgante filme de aventuras, graças a um ambíguo pirata rock and roll, numa interpretação brilhante e apaixonada de Johnny Depp!

“Gangs of New York”: um épico poderoso, violento, cativante e belo, resultado da fervorosa e longa dedicação de Scorcese e da sua realização de mestre e das interpretações de Leonardo di Caprio e principalmente de Daniel Day-Lewis! “Bill the Butcher” é uma das personagens mais emblemáticas que a Sétima Arte nos deu a conhecer: violento, rude e xenófobo mas tão carismático que é quase arrepiante!

“Inside Man”: pela música que abre o filme, pelo constante mistério e twist, pela interpretação fabulosa de Clive Owen…

“A Rainha”: pela interpretação magistral e suprema de Helen Mirren…

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”: tem o seu “je ne sais quoi”, o ambiente de ingenuidade e inocência e fantasia, uma carta de amor a Paris e a Amélie e ao próprio amor…

“Kill Bill”: “You shot me down, bang bang, I hit the ground, bang bang… My baby shot me down…” A uma traição brutal segue-se uma épica vingança… um filme alucinante, cujo exemplo maior é a luta com os Crazy 88, com um argumento e realização geniais, interpretações perfeitas…

“Ratatouille”: uma deliciosa história de animação em que tudo parece real, desde a paisagem de Paris aos coloridos e saborosos pratos confeccionados pelo encantador “petit – chef”

“Public Enemies” porque é um filme melodramático e poético, que reinventa o universo dos gansters e põe em primeiro plano uma belíssima história de amor!

“Closer”: porque o amor é também complicado, sujo, difícil, perturbador…

“Juno”: uma surpreendente, irónica e divertida incursão ao tema da gravidez na adolescência, que foge aos clichés, num filme que pertence a Ellen Page…

“Persepolis”: um retrato arrepiante e doloroso, mas também cómico, da Revolução Islâmica no Irão, pelo testemunho da jovem Marjane Satrapi, numa obra-prima do cinema francês e do cinema de animação!

“V de Vingança”: “Remember, remember the fifth of November!” Um filme diferente, com uma mensagem política e social acutilante e interpretações sólidas de Hugo Weaving e Natalie Portman…

“21 Gramas”: um mosaico de três histórias que se sobrepõem e se completam, sob o tema da morte, da redenção, do perdão e do amor…

“Walk The Line”: pelas actuações apaixonantes de Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon...

Filmes da Década ( I )

Não vou elaborar uma lista propriamente dita. Não estarão ordenados por ordem de preferência e/ou qualidade. Constituem antes um conjunto de filmes que me marcaram de uma maneira ou outra, que me fizeram sentir algo, que me conduziram ao riso ou às lágrimas, à surpresa ou ao horror, à admiração, à paixão…


“O Pianista”: o horror, a crueldade e a barbárie do regime nazi e uma história de sobrevivência no gueto de Varsóvia mostrados de uma forma bastante crua e sentida por Polanski, num filme tanto chocante como sensível, com uma interpretação sobre humana de Adrien Brody.

“Moulin Rouge”: um turbilhão contagiante de música, dança, cores, cabaret, num hino ao amor, por mais trágico e cruel que este acabe por ser…

“Inglorious Basterds”: que mais dizer? Uma reinvenção “tarantinesca” da 2º Guerra Mundial, por meio de diálogos excelentes, personagens marcantes e várias homenagens ao Cinema…

“Gran Torino”: uma história de redenção e tolerância, conduzida pelo Ford que lhe dá nome, com uma soberba e comovente interpretação e realização de Clint Eastwood…

“Million Dollar Baby”: não é apenas um filme sobre a luta de uma mulher para se afirmar no boxe, é muito mais que isso…uma história comovente e poderosa sobre o amor e a amizade e sobre um dilema moral…

“Uma História de Violência”: um segredo arrepiante que um homem esconde da sua família e que volta para o assombrar e as repercussões consequentes…

“Orgulho e Preconceito”: uma doce, adversa e imprevisível história de amor, adaptada do clássico de Jane Austen…

“District 9”: um olhar diferente sobre o já tão comum tema dos extraterrestres, num filme com uma mensagem social e política…

“Mystic River”: as marcas de um passado que se quer esquecer, a dor da perda e da morte, a busca de vingança…

“Match Point”: pela escrita e realização inteligentíssima de Woody Allen, pelas interpretações verdadeiras e cativantes de Jonathan Rhys Meyers e Scarlet Johansson e a sensualidade e carisma desta, num jogo de poder, traição, ambição e maquiavelismo…

“Los Abrazos Rotos”: a beleza de Penélope Cruz, a paisagem calmante de Lanzarote, os diferentes significados que um abraço pode ter e que conduzem a história…

“The Curious Case of Benjamin Button”: um filme belo, inspirador e mágico em cada plano...