Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Fassbender. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Fassbender. Mostrar todas as mensagens

06 fevereiro 2017

Assassin's Creed


O conceito por detrás deste "Assassin's Creed" era apetecível, não nego. Misturar história e mito, a conquista cristã de Granada com a conquista da Maçã do Éden, deveria originar uma narrativa empolgante, recheada de incríveis momentos de acção!

Contudo, não é isto que o filme nos oferece...A maioria das sequências são apenas medianas e a narrativa acaba por ser um emaranhado de situações pouco coesas e sem grande fôlego!

Por último, apesar das suas qualidades, nem Fassbender nem Cotillard injectam chama suficiente ao filme, que se revela ultimamente pouco entusiasmante!

21 março 2016

Steve Jobs



Três momentos-chave, três momentos muito reveladores da personalidade de Steve Jobs, o tão afamado génio por detrás da Apple!

Assim está organizado este biopic não convencional, suportado pela escrita inteligente e sarcástica de Aaron Sorkin e pela vivacidade da realização de Danny Boyle!





Contudo, o mestre aqui é mesmo o portentoso Michael Fassbender, que incorpora de modo sublime as características tão definidoras de Jobs: a sua arrogância, a sua intransigência, a sua frieza, a sua inteligência e o seu egocentrismo! E goste-se ou não, admire-se ou nem por isso, a sua paixão por pela visão tão específica que tornou a Apple no que é actualmente!


08 junho 2014

X-Men: Days of Future Past



Ora bem, aviso já que nunca li os comics e o que sei do universo X-Men é um misto de cultura geral (pode chamar-se assim?), visualização dos outros filmes e coisas que fui pesquisando por essa Internet fora. Por isso, esta crítica não vai abordar a fidelidade à obra original e afins, simplesmente porque não sou capaz de a avaliar...






Posto isto, o que me seduziu no “X-Men: First Class” foi a densidade emocional que imprimiram às personagens (por vezes coisa rara neste mundo das adaptações), a profundidade da relação entre Charles Xavier/Professor X e Erik Lehnsherr/Magneto e a qualidade do argumento. Sem sombra de dúvida, e de forma apaixonante, “X-Men: Days of Future Past” mantem essa estratégia de sucesso, declarando-se como um revigorante, invulgar e entusiasmante blockbuster! 
Em termos de argumento, temos uma história tanto intrigante como sólida, mesmo envolvendo o complicado tema das viagens no tempo. A sua resolução deixou-me satisfeita, porque me pareceu seguir uma progressão lógica, pelo menos de imediato; só fiquei com algumas questões sobre como esta interferência alterará o futuro e que consequências terá, tendo em conta o que a trilogia anterior nos revelou.
A nível de interpretações, bem, Fassbender e McAvoy são simplesmente incríveis, incorporando nas suas personagens um carisma palpável: um Magneto copiosamente maquiavélico e um debilitado Professor X numa jornada de “auto-descoberta”, se assim o quisermos pôr. E, já agora, qualquer diálogo, confronto, interacção entre os dois é terrivelmente empolgante e hipnótica, sem exageros! Jennifer Lawrence, embora uns furos abaixo (excepção feita à cena na cabine telefónica) não desilude como Mystique. Peter Dinklage, de Lannister a vilão, é convincente, mas não tão temível como eu imaginei. Tive foi pena que o tempo de ecrã de McKellen/Stewart não tenha sido maior…E quão cool seria um confronto entre o Magneto do futuro e o do passado, tal como aquele a que tivemos direito com o Professor X? 





Por último, qualidade técnica irrepreensível e nota positiva para o factor “coolness” que se respira (e ao qual First Class já nos habituara), quer pela época dos seventies, quer pelo modo como muitas das sequências nos foram apresentadas! 
E assim, sem artifícios desnecessários, “X-Men: Days of Future Past” afirma-se como um notável blockbuster, de excitante e inteligente execução! 


E agora, seguem-se SPOILERS!!!

28 fevereiro 2014

Momentos (XXII)







Connor: You need sortin' out, you do. 

Mia: So you keep sayin' 
But you're nothing to me, so why should I listen?




29 janeiro 2014

12 Years A Slave







Há uma quietude desconcertante nas etéreas paisagens sulistas que tão sublimemente nos são oferecidas. O cândido pôr-do-sol, o voo de espontâneas aves ou os ramos que tocam na limpidez do rio não escondem contudo o horror que os circunda. Os paralisantes lamentos de uma mãe, a desesperada ânsia por um toque de afecto, o ressoar sangrento do chicote, a prepotência abjecta movida pela ira e ódio. Não. Antes convivem como centenários vizinhos, em disfuncional e imposta harmonia. Irrompemos, sem licença ou delicadeza, pela profunda América esclavagista. 

Na sua terceira longa-metragem, Steve McQueen, fiel a si mesmo, compõe um devastador e cru retrato da escravatura nos Estados Unidos, que fatalmente nos persegue e atormenta. Que dizer da já referida sobreposição entre a Natureza e violência? “That's Scripter!”, em perversa ironia. Ou da cena do funeral, catarse que ousamos comungar com Solomon? Daí não concordar que haja convencionalismo a assombrar esta obra. Há, sim, na minha opinião, uma substancial diferença para com os seus anteriores filmes: esta não é apenas uma luta de um homem só. “Hunger” e “Shame” estavam centrados nos seus protagonistas, que mesmo díspares, partilhavam no entanto uma miserável e desesperada solidão. Ora “12 Years A Slave”, embora seja obviamente a história de Solomon Northup, não pode assentar somente nesta personagem. Não ignorando a sua individualidade, é para mim inegável que a sua mágoa, a sua impotência e dor são também as de Eliza, as de Patsey, as de Abraham…as de incontáveis e anónimas vozes. Assim, mesmo não sendo o meu favorito é, sem qualquer sombra de dúvida, uma obra de admirável coragem, de arrasadora frontalidade e de extraordinária beleza. 






McQueen, notável maestro, dirige um trio de igualmente excepcionais interpretações. Chiwetel Ejiofor, com garra e comoção, demonstra de forma sólida todo o sofrimento e luta da sua personagem. Lupita Nyong’o, que intensa revelação! A sua terna Patsey, encurralada em impossível e trágica condição, é simplesmente avassaladora. E Michael Fassbender…bem, Fassbender constrói, num degradante crescendo, uma criatura que ultrapassa o vil, o cruel, o déspota, numa composição absolutamente arrepiante! 






Saí devastada. Que melhor elogio lhes posso oferecer?


06 dezembro 2013

The Counselor








Existem palavras a mais, conversas demasiado longas, divagações (quase) filosóficas. Na sua maioria, dignas de nota até. O problema é que um filme não sobrevive só disso. Principalmente se o argumento for pouco claro, sem destino. Principalmente se não formos capazes de nos preocupar com as suas personagens. Por vezes, elas parecem apenas desfilar, magnificamente vestidas e em excelentes carros. E contudo, há intenção de construir mistério, tensão, dúvida, desconforto. Repare-se em alguns diálogos entre Fassbender/Pitt e Fassbender/Bardem ou a cena final do (apesar de tudo, consistente) Fassbender. O filme parece procurar densidade, magnitude. Mas esbarra em algum non-sense e, acima de tudo, na ilusão de que tudo o que funcionaria num livro, funciona igualmente no grande ecrã. Cormac McCarthy, responsável pelo argumento, oferece-nos belos momentos de tensão e violência…mas as partes não fazem o todo, Riddley Scott não lhe dá a volta…e o filme quebra-se nessa inconsistência.






“There is no rule of exchange here, you see. Grief transcends every value. A man would give whole nations to lift it from his heart. And yet with it you can buy nothing.” 


02 outubro 2012

Haywire



Há uns tempos vi Haywire. Pensem de mim o que quiserem mas foi o nome de Michael Fassbender que me chamou ao ecrã. Lixei-me. Se a primeira metade ainda possui algum dinamismo para além das sequências de porrada (sem desprezo, é daquela seca e bruta que já não é costume ver-se), a segunda descai para uma latência e previsibilidade que a falta de um verdadeiro enredo agrava. Gina Carano não aguenta a personagem e os secundários Douglas, Banderas e McGregor parecem meros fantoches. Fassbender é sempre carismático, contudo o seu charme é infelizmente insuficiente para dinamizar um filme que cai rapidamente em piloto automático.





06 março 2012

Shame




No que se torna um homem quando os seus desejos o controlam? Quando a sua vida, de aparente e feliz liberdade, é afinal, supérflua e sem rumo? Um vazio de obsessão, ausente de emoções e realidade. 




Shame, a segunda longa-metragem de Steve McQueen e a sua segunda colaboração com Michael Fassbender, é um portentoso e sincero retrato de vício e solidão. De um modo quase claustrofóbico, McQueen filma cruamente a crescente degradação e desespero de Brandon (Fassbender), um homem corrompido pela luxúria. A cena da actuação de Sissy (Carey Mulligan) é assim de uma beleza e dor magistrais. Subtilmente reveladora. Tal como toda a cena do encontro e posterior sedução no quarto de hotel. A intimidade é uma (im)possibilidade temida e, por isso, recusada. 




De um homem encarcerado pelos seus ideais a um homem destruído por desejo sem satisfação nem prazer, de Hunger a Shame, Fassbender é novamente de uma entrega surpreendente e avassaladora. Magnificamente angustiante, ele compõe de forma assombrosa este homem à deriva, quebrado e consumido. Por sua vez, Mulligan assume com uma doçura e desequilíbrio comoventes o papel da conturbada irmã de Brandon. 

Encurralados pela intensa e desconfortável banda sonora, agredidos pelos rudes e sublimes planos, seduzidos e magoados pelo oco olhar de Brandon, embarcamos na sua espiral de solidão, raiva, culpa e auto-destruição. Porque esta não é uma história de redenção. Não. Antes um valoroso conto de sordidez e miséria. A vergonha nunca o abandona.




04 março 2012

Shame - Desejo e solidão


A propósito da estreia de "Shame" e antes de publicar a minha crítica, deixo um pequeno texto que escrevi inspirada pelo seu sublime trailer...


(Texto originalmente publicado a 11 de Dezembro de 2011, 
no blogue "Nunca Te Olharei Por Dentro")



Cerca-te uma respiração pesada. Prende-te na confusão dos teus actos. Corres. Queres libertar-te. Esforço em vão. Quase sufocas na claustrofobia do inspirar e expirar. Apercebes-te, tarde de mais, que permaneces na devassidão. Continuas a procurar o calor anónimo dos corpos enrolados em fugaz prazer. Ao teu lado, uma mulher levanta-se. O teu suor prolonga-se-lhe na curva do ombro nu. Sentes-te vazio de emoções. Estás vazio de ti. Já não és nada mais que o instrumento descontrolado do desejo. A seda amarrotada dos lençóis já não consegue esconder a vergonha.