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09 fevereiro 2016

The Hateful Eight


A cena inicial é desconcertante. A cruz flutuante e perturbadora no meio de nada, imersa na alva neve, que dita o tom do filme. Aliada à inquietante banda sonora de Morricone, temos sem dúvida algo digno de antologia!

Tarantino regressa com a sua tão bizarra e louca execução, com os seus longos e eloquentes diálogos e com a sua imensidão de violência e sangue! Mas bem que leva o seu tempo...e confesso que inicialmente me aborreceu um pouco, não lhe encontrava um rumo. Contudo, a partir do momento em que todas as personagens ficam confinadas à Minnie Haberdashery, a dinâmica alterou-se, a narrativa tornou-se mais cativante e o meu entusiasmo renovou-se!

A narrativa pode não ser propriamente original mas é coesa e apelativa. Tal como as personagens, esses oito odiados que nos deixam agarrados ao ecrã, de coração dividido! Destaco Jennifer Jason Leigh, que nos oferece uma personagem visceralmente repulsiva e cómica!

"The Hateful Eight" não é um dos meus favoritos de Tarantino: não é tão frontal e visceral como Reservoir Dogs, não tão cool como Kill Bill, não tāo incisivo e vibrante quanto Inglorious Basterds! Mas Tarantino raramente acerta ao lado e The Hateful Eight é ainda um bom filme, irreverente e desafiante!


14 abril 2013

(As) Simetrias [12]



Uma música, três cenas. Composta por Bernard Herrmann para o homónimo "Twisted Nerve" (1968).




No contexto original, em "Twisted Nerve".




Adoptada por Tarantino, no tenso splitscreen de "Kill Bill".




Como apresentação ao personagem Tate Langdom, na 1ª temporada de American Horror Story.

[atenção, spoilers]



Em todas, absolutamente arrepiante!


27 março 2011





"When I was on The View, Barbara Walters was asking me about the blood and stuff, and I said, ‘Well, you know, that’s a staple of Japanese cinema.’ And then she came back, ‘But this is America.’ And I go, ‘I don’t make movies for America. I make movies for planet Earth."




Hell yeah!




Happy Birthday Tarantino!


06 maio 2010

Tarantino em Veneza


Quentin Tarantino será o Presidente do Júri da 67º edição
do Festival de Cinema de Veneza,
a realizar-se entre 1 e 11 de Setembro de 2010.

27 março 2010

Parabéns...Quentin Tarantino!!!



"When people ask me if I went to film school I tell them, 'no, I went to films.'"


"Sure, Kill Bill's a violent movie. But it's a Tarantino movie.
You don't go to see Metallica and
ask the fuckers to turn the music down."



14 outubro 2009

Os trunfos de "Inglorious Basterds"



  • A interpretação brilhante e carismática de Christoph Waltz que cria um coronel Hans Landa inesquecível: um personagem sádico, cruel e maquiavélico mas, simultaneamente, um eloquente poliglota de maneiras delicadas e sedutoras! No entanto, nunca nos deixa esquecer porque é apelidado de "Caçador de Judeus"!
  • As múltiplas línguas faladas no filme, de acordo com as nacionalidades das personagens, que lhe conferem um toque único, real e peculiar e nos aproximam mais da história e dos seus intervenientes!
  • Os diálogos inteligentes, irónicos, arrebatadores e intensos, que nos prendem ao ecrã e nos deixam em suspense!
  • Um Brad Pitt diferente e revitalizado; Mélanie Laurent, de uma beleza pura e, por último, infernal, ao som das suas gargalhadas rejubilantes, num papel trágico e cativante; uma Diane Kruger que me surpreendeu e todos os outros actores que tornaram este um filme pitoresco, delicioso e genial!
  • O perturbante 1º capítulo "Once upon a time in Nazi-occupied France"; o visceral 2º capítulo "Inglorious Basterds"; o jogo de cartas em "Operation Kino", uma máscara para o intenso e inteligente confronto verbal que se desenrola naquela mesa de taberna, numa incessante e provocadora busca das identidades dos participantes; o memorável confronto entre Raine e Landa e a flamejante vingança judia!
Outros momentos especiais: o italiano de Raine versus o italiano de Landa; a apresentação do sargento Hugo Stiglitz, com a voz-off e toda a sequência a emprestar um ar intemporal de acção e daquela mística dos gangsters à cena; o bater do bastão do "Urso Judeu" pelas paredes da caverna, a prolongar o suspense e agravar a tensão que antecede o seu acto; a música, tão apropriada a cada momento!
No final do filme, o tenente Aldo Raine exclama para um dos seus companheiros: "Acho que esta pode bem ser a minha obra-prima!". Um piscar de olho ao próprio filme, ao seu realizador?Talvez...Uma das melhores obras de Tarantino? Com toda a certeza!