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17 novembro 2011

The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn





Acho por bem referir que não conheço o Tintin da banda desenhada. Lembro-me de ver os desenhos animados que passavam na televisão e assim tenho nada mais que uma vaga e superficial memória dos eventos e das personagens. Por isso, a minha crítica irá naturalmente cingir-se ao filme em si e não à adaptação...

E, assim sendo, a avaliação revelar-se-á como bastante positiva! Começo desde logo pelos créditos iniciais, uma deliciosa e engenhosa introdução! E depois temos, sem dúvida, um grande filme de aventuras! Uma trama não propriamente original mas desenvolvida de forma inteligente e eficaz; um ritmo intrépido, de descoberta em descoberta, por entre percalços e sucessos, que nos deixa sempre tão curiosos quanto entusiasmados; um humor constante, tão bem personificado no adorável e corajoso Milou, nos distraídos e trapalhões Dupont e Dupond e, claro, no capitão Haddock!





E, chegada a este ponto, tenho que louvar incansavelmente o trabalho fenomenal de Andy Serkis! Não que duvidasse das capacidades do actor que de modo tão perfeito encarnou Gollum, mas ainda assim foi surpreendente acompanhar um outra personagem tão "real" e bem trabalhada!






Nota final para a excelente técnica de motion capture, que para mim funcionou bastante bem, conferindo talvez mais "veracidade" às personagens e situações, complementado com o bom trabalho de vozes dos actores!

Concluindo, é notório que gostei imenso d' "Aventuras de Tintin"! Não podendo analisar a fidelidade à banda desenhada, considero-o antes um filme deveras emocionante e divertido, no qual, com evidente gosto, embarcamos inebriados de aventura!


31 outubro 2011

Momentos (XVII)


É certamente uma das minhas personagens preferidas. A sua dualidade sempre me fascinou e comoveu. Sofria com o seu tormento e o seu desespero, desprezava a sua maldade e a sua natureza traiçoeira. Tolkien criou, sem dúvida, uma grande personagem, o espelho da dependência e miséria, de alguém consumido pelo mero desejo do Poder. Peter Jackson transpô-la, de modo perfeito, para a tela. Andy Serkis encarnou-a brilhantemente!

Eis Gollum!


Excerto de "The Lord of the Rings: The Two Towers"


17 outubro 2010

"The Hobbit" em 2012! E com Peter Jackson!




E o meu coração cinéfilo e leitor está subitamente
muito mais reconfortado e feliz! :D


"In a hole in the ground there lived a hobbit.
Not a nasty, dirty, wet hole, filled with the ends of worms and an oozy smell, nor yet a dry, bare, sandy hole with nothing in it to sit down on or to eat:
it was a hobbit-hole, and that means comfort."




"This is a story of how a Baggins had an adventure,
and found himself doing and saying things altogether unexpected.
He may have lost the neighbours' respect, but he gained
- well, you will see whether he gained anything in the end."

"The Hobbit" de J.R.R. Tolkien

14 outubro 2010

O Início (1)


Aproveitando o 1º aniversário de "A Vida em Cenas", começo uma nova rubrica. O propósito? Destacar os filmes, realizadores ou actores que mais me marcaram e que, de uma maneira ou outra, tenham desempenhado um papel na criação deste blog!

E que melhor forma de comemorar senão esta?



Tinha 13 anos. Lembro-me como se fosse ontem. Não conhecia o filme, nem sabia que existiam os livros. Entrei no desconhecido da sala de cinema…e foi simplesmente avassalador!

Pura magia, puro épico! Foi nesse momento que senti verdadeiramente o poder e fascínio do cinema, no imenso e deslumbrante imaginário da Terra Média, transposto genialmente à tela pela visão irrepreensível e apaixonada de Peter Jackson!
Escusado será dizer que, após o filme, devorei intensamente todos os livros! E um novo universo foi descoberto… E claro, a espera até ao mês de Dezembro era cada vez mais, se me permitem o entusiasmo, excruciante e atroz!

É óbvio que “O Senhor dos Anéis” não foi o primeiro filme que vi. Contudo, nunca tinha experienciado nada igual! Foi algo de absolutamente inesquecível, arrebatador, emocionante, fantástico e apaixonante, a cada momento, a cada cena, com cada personagem, com cada paisagem, com cada música! E este sentimento nunca se esbate, nunca se perde, quando o revejo (aposto infinitas vezes) pelas versões alongadas que constituem um dos meus maiores tesouros!
“O Senhor dos Anéis” é, sem qualquer dúvida, o detentor do primeiro lugar no meu coração cinéfilo! A ele, estarei para sempre irremediavelmente ligada e apaixonada, será eternamente O filme! Pois a cada visualização me sentirei dentro da Terra Média, a viajar com a Irmandade por vastos campos desertos, montanhas cobertas de neve e perigos, minas escuras e arrepiantes ou belas e hipnotizantes florestas épicas; a lutar contra as Duas Torres com os valentes guerreiros de Rohan ou com os sábios e antigos Trents; a rejubilar com o Regresso do Rei e o triunfo do Bem e do amor entre Aragorn e Arwen; a deslumbrar-me com o verde e tranquilo Shire ou com a imponente e formosa Rivendell; a comover-me com a amizade indestrutível de Frodo e Sam; a sofrer a dor e conflito do atormentado Gollum!







É o filme da minha vida, sim, porque mudou o meu mundo e o meu conceito de cinema! E, quase inconscientemente, criou este bichinho, esta indefinível e infinda paixão pelo Cinema!

Tudo começou nesse momento…”The world is changed.”


21 março 2010

The Lovely Bones


Susie Salmon: I was in the blue horizon between heaven and earth.

I wasn't looking beyond yet, I was still looking back.



Com muita pena minha, não pude deixar de sentir uma certa desilusão após ter visto “The Lovely Bones”! Melhor ainda, senti-me num limbo, fazendo uma pequena comparação com a história do filme! E porquê?

A primeira metade do filme é bastante boa, partindo de uma premissa muito interessante: Susie Salmon é assassinada, aos 14 anos, por um seu vizinho, e, presa ao tal limbo, um entre mundos, acompanha a vida da sua família e também a do seu assassino.
Peter Jackson concretiza estes 2 pontos de maneira primorosa. Por um lado, o aspecto visual é um sonho, criando um mundo belíssimo e fantástico de imaginação e magia! Basta lembrar, por exemplo, a cena dos barcos dentro das garrafas, uma magnífica metáfora do sofrimento do pai de Susie! Por outro lado, Jackson foi capaz de criar igualmente momentos de grande tensão e medo, a partir da personagem de Stanley Tucci, George Harvey, como a cena em que Susie Salmon finalmente se apercebe que morreu ou a cena perto do final em casa de Harvey.

Contudo, a segunda parte não é tão bem conseguida! Não li o livro de Alice Sebold, por isso não tenho conhecimento da história original, mas, na minha opinião, era necessário desenvolver de uma forma mais forte e séria o drama que se abate sobre a família de Susie Salmon! E isso não acontece! Além disso, começa a haver um desequilíbrio na história, entre o mundo de Susie e o mundo real, perdendo-se um pouco a magia associada ao limbo e causando uma perda de ritmo na história!

Se existe este certo desequilíbrio no argumento, o mesmo não se pode dizer das interpretações, felizmente!
Saiorse Ronan mostra mais uma vez o seu valor, após a sua excelente revelação em “Atonement”! Possui uma expressividade imensa, personificando na perfeição esta adolescente, doce, ingénua, criativa e forte, cuja vida lhe foi brutalmente arrancada!
Quanto a Stanley Tucci, é simplesmente soberbo e inesquecível! Não houve uma única cena em que não me arrepiasse, completamente sinistro e perturbador, graças a uma interpretação dedicada e esplêndida e a uma caracterização profunda e de grande qualidade!

“The Lovely Bones” era um dos filmes desta temporada que esperava com maior ansiedade, principalmente por ser realizado por Peter Jackson! Gostei do filme, mas esperava muito mais, e daí os sentimentos simultâneos de pena e insatisfação! No entanto, não deixa de ser uma boa e interessante proposta!