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22 abril 2015

Momentos (XXVII)








E do último filme verdadeiramente "burtoniano" de Burton, recordo uma das minhas cenas preferidas: 


o segmento "A Little Priest"!



O vídeo e texto que se seguem contêm spoilers!







O momento em que o desejo de vingança expresso por Sweeney Todd é complementado e "elevado" a um serviço maior pelo sentido prático, maquiavelismo e devoção de Mrs, Lovett! Uma crítica social e moral, de costumes, que encerra tanto de mordaz como de delirante, na indefinição inevitável e consciente dos papéis de juíz, de agressor, de carrasco!


21 janeiro 2015

(As) Simetrias [18]



Dois filmes, quatro imagens, um pormenor comum, um olhar (as) simétrico: 

hoje entre "Edward Scissorhands" e "Corpse Bride"!














Ou, como nos filmes de Burton, a dita "normalidade" é desinspirada, conformista, lúgubre...e quanto mais divertido e apaixonante é estar no "outro lado"!


10 junho 2012

Dark Shadows




Tim Burton é um dos meus realizadores de eleição. Johnny Depp é um dos meus actores preferidos. E esta dupla sempre será uma das minhas favoritas. Confesso, no entanto, que Dark Shadows me desiludiu…e muito.

É verdade que o tom excêntrico e gótico a que Burton nos habituou está presente, a acompanhar a sempre peculiar história do outsider que inevitavelmente nos conquista. E Johnny Depp, esse extravagante, é eternamente magnífico nesse papel. Infelizmente, isso não é suficiente. 

O argumento peca pelo seu desequilíbrio e previsibilidade, vergonhosamente notória no final, que sem um verdadeiro clímax, é antecedido, à falta de melhor palavra, por uma mixórdia de revelações sem efeito ou consequência. Desoladora é igualmente a composição de Victoria (Bella Heathcote): se no início é apresentada como uma personagem fulcral, surge antes fraca e nada coerente. 

Dark Shadows revela-se assim incapaz de manter uma premissa excitante e bem desenvolvida. Vale pela interpretação de Depp e pela tocante banda-sonora. Para muitos, pouco significará. Para os amantes de Burton e Depp, fica um amargo de boca. 



A ambos: regressem rapidamente à boa forma!

14 fevereiro 2011

Momentos (XIV)



One is always considered mad, when one discovers
something that others cannot grasp.






We are going to finish this picture just the way I want it...
because you cannot compromise an artist's vision.






25 agosto 2010

Parabéns...Tim Burton


O meu "gótico tresloucado" preferido celebra hoje 52 anos!









Que o seu génio criativo, exuberante, gótico, irónico e negro
nos continue a encantar e surpreender indefinidamente!




Tim Burton, Vincent Price e Johnny Depp nas filmagens de "Edward Scissorhands"


25 março 2010

Beetlejuice




Say it once... Say it twice... But we dare you to say it THREE TIMES!



Tim Burton no seu melhor!
Uma comédia burlesca e delirante sobre a morte, com um negro sentido de humor e uma irónica e certeira crítica à sociedade!
Um Michael Keaton fabuloso, numa composição excêntrica, frenética ou mesmo hiperactiva, completamente demente e pervertida!
Um filme hilariante, com um ritmo agitado, delirante e sarcástico!





Betelgeuse: These aren't my rules.
Come to think of it, I don't have any rules.

Betelgeuse: I'm a ghost with the most, babe.



13 março 2010

Alice in Wonderland






Lewis Carrol inspirou-se em Alice Lidell e nas histórias contadas nos passeios de domingo; Tim Burton reinventa agora o clássico, oferecendo-nos antes a “Underland”!

E que deleite visual é “Underland”! Tão animadamente colorida e vibrante como inesperadamente desolada e inóspita, a Underland burtoniana é um jogo maravilhoso mas também assustador de contrastes, mantendo como sempre o tom ou espírito gótico, negro e bizarro tão característico do realizador!



Espírito esse que recria a história: já não estamos perante a criança Alice, inquisitiva e alegre, mas sim com a Alice adolescente que, vendo-se obrigada a um futuro no qual não terá nenhum poder de decisão, foge, na direcção do misterioso e inacreditável coelho branco de casaco e relógio de bolso que avistou continuamente pelos jardins! E quando espreita pela toca do coelho…bem…digamos que encontra mais do que aquilo que procurava!
Se esta introdução é já agradavelmente cómica, o mundo que Alice (re)descobre, e que nós descobrimos com ela, é tão deslumbrante como aterrorizador, tão cómico como sério, quase impossível de descrever, pois se pertence ao universo do imaginário e do sonho! Recheado do inimaginável, povoado por incríveis e excêntricas criaturas, é um lugar de que Alice já não se recorda, mas no qual está escrito que desempenhará um importante e libertador papel! E assim, Alice vê-se novamente face a um dilema, mais uma vez atormentada por um seu destino sobre o qual ela parece não ter nenhum controlo…O que fazer? Será ao longo da viagem por Underland que Alice encontrará a resposta, à medida que conhece os seus deliciosamente perturbados e desajustados habitantes: o esquizofrénico Chapeleiro Louco, o profético Absolem/Lagarta Azul, a hiperactiva Lebre de Março, o evaporante Gato Cheshire, o engraçado Coelho Branco, a teatral Rainha Branca, todos juntos na luta contra a malvada Rainha Vermelha!

Se o argumento é excelente, as interpretações não ficam nada atrás! Começo pelo carismático Johnny Depp, com mais uma brilhante e invulgar composição!


Helena Boham Carter tem uma das melhores interpretações que já lhe vi, na pele da pérfida e tresloucada Red Queen!


Mia é a Alice perfeita, com a combinação certa de inocência e força!
O elenco de vozes é igualmente fenomenal! Destaco Alan Rickman, com a sua voz grave, sábia e profética a emprestar solenidade ao papel de Absolem! Stephen Fry, Michael Sheen, Barbara Windsor, Matt Lucas, Paul Whitehouse e Timothy Spall são também magníficos!


Um último, mas não menos importante, elogio à banda sonora, a cargo de Danny Elfman. Frenética, invulgar e divertida, mas principalmente dramática e tensa, a abrilhantar ainda mais “Wonderland”!

Tim Burton é um verdadeiro contador de histórias e os seus ( anti-)heróis são sempre os inadaptados, os diferentes, os freaks, ao mesmo tempo que nos oferece sempre um lado mais pessoal, uma alma à história! Foi assim, entre tantos outros, em “Edward Scissorhands”, em “Big Fish”, em “Charlie and the Chocolat Factory”, em “Corpse Bride” e em “Sweeney Todd”, maravilhosos e fantásticos contos do bizarro! O mesmo acontece em “Alice in Wonderland”: ainda que sob a chancela da Disney, Burton presenteia-nos com a sua visão, simultaneamente gótica e irreverente, do maravilhoso mundo de Alice e o resultado é um filme encantador, tão hilariante como sério, visualmente arrebatador e extravagante (e com 3D q.b., a iluminar a história e não a sobrepor-se!)
Se o conto de Carrol é uma maravilhosa fábula sobre e para as crianças, desafiando-as e arrancando questões e gargalhadas, o filme de Burton trata dos dilemas e problemas da passagem à idade adulta, sob o prisma de Alice, a menina forte e sonhadora que não se adapta aos costumes da sociedade vitoriana, hipócrita e moralista!

A uma dada altura, Alice diz: “Eu penso em 6 coisas impossíveis antes do pequeno-almoço!” E não é esta uma espantosa e inspiradora maneira de ver a vida? Afinal, algo só é impossível se acreditarmos que assim o é!


06 março 2010

30 janeiro 2010

Wonderland


Convido-vos a espreitar para a Wonderland (ou será Underland?) de Tim Burton, por meio dos seus peculiares e extraordinários habitantes!







Juntamo-nos à mesa em Março? ;)

26 janeiro 2010

Tim Burton em Cannes!


Tim Burton vai ser o presidente do júri oficial da 63ª Edição do Festival de Cannes, a decorrer de 12 a 23 de Maio.

O realizador afirmou: "(...) Quando se pensa em Cannes, pensa-se no cinema mundial. E como os filmes sempre foram como sonhos para mim, isto é um sonho tornado realidade!"

Nas palavras inspiradas do presidente do Festival, Giles Jacob: "(..) Um realizador com coração de ouro e mãos de prata, Tim Burton é, acima de tudo, um poeta. Esperamos que a sua doce loucura e humor gótico invadam a Croisette..."

21 novembro 2009

O estranho mundo de Tim...no MoMA

“O Rapaz Ostra”, “A Rapariga Exoftálmica”, “O Rapaz Brie” ou a “Rapariga Vudu”. Um homem com mãos de tesoura. “Vincent” e “Frankenweenie”. Sabem do que estou a falar?

Todos pertencem à obra e imaginação de Tim Burton, o genial realizador e artista que nos ofereceu filmes como “Edward ScissorHands” e “Corpse Bride”, simultaneamente tão estranhos e tão enternecedores, ou o delicioso livro de poemas “The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories”, todos elementos do seu universo excepcional, gótico, fantasioso, comovente, visualmente poderoso e incomparável!

E a partir de amanhã, o MoMA, em Nova Iorque, celebra o fantástico Burton com uma exposição retrospectiva que reúne cerca de 700 objectos do seu universo criativo, a maioria inéditos ou raramente vistos! Entre estes, encontram-se pinturas, desenhos, fotografias, storyboards, marionetas, maquetes, peças de vestuário e props, representativos dos seus trabalhos mais célebres e de projectos não realizados ou menos conhecidos!

Aposto que será uma exposição inesquecível e excitante, um prazer visual para os fãs e não só!
Quem me dera poder visitá-la!

Informação retirada do site http://www.moma.org/visit/calendar/exhibitions/313 e do artigo "O estranho mundo de Tim" de Madalena Galamba, publicado na Revista Única, do Expresso, em 21 de Novembro de 2009.



05 novembro 2009

Big Fish


Um filme extraordinário e mágico! Uma maravilhosa fábula sobre o poder da imaginação e dos nossos sonhos! E sobre uma difícil relação entre o pai, o fabuloso contador de histórias, e o filho, o céptico, e a viagem deste pela descoberta da vida do pai!
Realização sem falhas, um argumento magnífico, interpretações excelentes, o habitual, mas sempre delicioso, tom fantástico e negro dos filmes de Tim Burton e, acompanhando os créditos finais, a enternecedora e bela música dos Pearl Jam, pela voz grave e cativante de Eddie Vedder!



Man of the Hour

Tidal waves don't beg forgiveness
Crashed and on their way
Father he enjoyed collisions; others walked away
A snowflake falls in May.
And the doors are open now as the bells are ringing out
‘Cause the man of the hour is taking his final bow
Goodbye for now.

Nature has its own religion; gospel from the land
Father ruled by long division, young men they pretend
Old men comprehend.

And the sky breaks at dawn; shedding light upon this town
They'll all come around
Cause the man of the hour is taking his final bow
Goodbye for now.

And the road
The old man paved
The broken seems along the way
The rusted signs, left just for me
He was guiding me, love, his own way
Now the man of the hour is taking his final bow
As the curtain comes down
I feel that this is just goodbye for now.

31 outubro 2009

Halloween



A sequência inicial de “The Nightmare Before Christmas”…

Uma obra-prima de Tim Burton, que nos presenteia com um universo fantástico, gótico, encantador e divertido! Um regalo visual, recheado de deliciosas canções pela mão de Danny Elfman, num filme de animação genial e simplesmente maravilhoso e inesquecível!

27 outubro 2009

"Pas de deux" cinematográficos


• Tim Burton e Johnny Depp
• Quentin Tarantino e Uma Thurman
• Martin Scorcese e Robert de Niro
• Martin Scorcese e Leonardo di Caprio
• Woody Allen e Diane Keaton
• Woody Allen e Scarlet Johansson

Que acham?

Nota: são apenas algumas sugestões e não estão por ordem de preferência ou qualidade, digamos assim. Excepto "Tim Burton e Johnny Depp" que estão entre os meus realizadores e actores preferidos, respectivamente. Para mim, esta dupla já nos ofereceu filmes belíssimos, surpreendentes, mágicos, dos quais o grande exemplo é "Edward Scissorhands"! Por isso coloco-os em primeiro lugar! Entretanto, também prometo desenvolver este post mais tarde, justificando estas minhas sugestões, mas agora, por falta de tempo, não posso adiantar mais que esta enumeração...

18 outubro 2009

You've got a very important date



Um clássico da literatura visto pelo fantástico Tim Burton...a sétima colaboração entre Burton e Depp, com Johnny Depp novamente num grande desafio...um trailer colorido, frenético, encantador...

Mal posso esperar!!!