Mostrar mensagens com a etiqueta Manoel de Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manoel de Oliveira. Mostrar todas as mensagens

03 abril 2015

Manoel de Oliveira







Numa tarde encoberta a passear pelas margens do Douro, vejo ao longe um grande grupo de pessoas, câmaras de filmar, uma tenda branca e uns mergulhadores. Aproximo-me, olhando em volta, tento descobrir de que se trata. Até que vejo um livro, grande e antigo, a boiar nas águas revoltas. Capa pesada, ornada e bela. A equipa tenta resgatá-lo. As filmagens já terão certamente terminado naquele dia.


Ontem voltei a ver esse livro. Flutuava imponente no ecrã da minha televisão. Pertencia à curta-metragem “O Velho do Restelo”, de Manoel de Oliveira, misto de estilização e maquinação teatral e filosófica, e belo ainda assim. Não vi Manoel de Oliveira nesse dia (nem sabia que era um filme dele), quiçá estivesse abrigado na tenda ou já ocupado noutro lado, sempre enérgico e a trabalhar. Pois era efectivamente essa uma das imagens que tinha (tínhamos) dele, a vontade e determinação em nunca parar, em nunca ceder ao tempo, em continuar a fazer o que o apaixonava. Mesmo nem sempre compreendendo totalmente ou por vezes nem apreciando o (ainda pouco) que conhecia da sua obra, essa tenacidade e paixão eram exactamente o motivo principal porque o admirava. 


Fico a pensar no livro, sábio e resiliente sob a força das águas, à imagem do seu realizador. O realizador que afirmava “continuo a ser um aprendiz do cinema” e que “o cinema é um fantasma da realidade”. O realizador que queria filmar até morrer. Conseguiu-o. Manoel de Oliveira. Uma vida em pleno e um legado que será eterno.


11 dezembro 2010

102 anos de génio!




“I don’t know if a career like his will ever be possible again.
There’s a sense with Manoel that he feels profoundly he has a lot more to say.
I think that still comes across in his movies,
and that’s pretty amazing.” John Malkovich sobre Manoel de Oliveira


Aniki-Bobó (1942)


O realizador mais velho ainda no activo...

Tão badalada, é contudo insuficiente para descrever Manoel de Oliveira!

Uma referência cultural!
Um orgulho de Portugal para o mundo!

Venham mais anos e venham mais filmes!


Parabéns senhor Manoel de Oliveira!