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29 janeiro 2019

First Man




Tão longe, e de repente tão perto. Tão perto, e num instante tão longe. Perda, sucesso, perda outra vez e outra e ainda outra. O trabalho de uma agência, uma nação com outros tumultos, a obsessão de um homem. E a Lua lá ao fundo, tão longe e tão perto, tão perto e tão longe. E tão próximo o rosto de um homem, tão próximo o seu olhar, o de perda e o de medo, o de desespero e o de dúvida, por fim o de conquista. Ainda que, como o lado oculto da lua, sempre ensombrado, obstinado pela missão, fechado pela dor.

First Man é exactamente isso, sobre o homem. Longe de uma celebração inflamada, muito longe do patriotismo acéfalo que tanto contamina, First Man é sóbrio e por isso portentoso no modo como nos narra o oculto lado humano da ida à Lua.

09 junho 2013

(As) Simetrias [13]




Drive (2011)



The Great Gatsby (2013)


“She was feeling the pressure of the world outside and she wanted to see him and feel his presence beside her and be reassured that she was doing the right thing after all.” 

 ― F. Scott Fitzgerald, The Great Gatsby


17 março 2012

Momentos (XX)



[Spoilers -  Drive]





It's exactly how it should be. Confident, he shields her. The world closes around them. Nothing more exists than him and her. Us. Now.

He kisses her gently, but passionately. With a promise in his lips and a goodbye in his eyes.

06 outubro 2011

Crazy, Stupid, Love.


Amor, estúpido e louco. Uma certeira definição, entre outras tantas possíveis. O amor é estúpido e é louco, sim, por vezes transforma-nos em meros irracionais em busca do que julgamos como perfeição. O amor é doce e reconfortante quando finalmente o alcançamos. Mas o amor também é difícil. E doloroso. E confuso. E duro. E, porque não, impossível. É, concerteza, uma batalha, um desafio, para atingir e manter.




E é de forma inteligente e honesta que "Crazy, Stupid, Love" aborda estas pluralidades do amor, assumindo-se como uma eficaz e invulgar comédia romântica! Não só nos entrega um humor intenso, sarcástico e atrevido, como é capaz de nos proporcionar momentos de reflexão dramática e de adorável contemplação, mantendo-se simultaneamente longe dos clichés que tanto desgastaram o género! Aliás, direi ser impossível não se aperceber do grau próprio de troça a alguns desses lugares-comuns, tão patente nos seus protagonistas!




E aí encontra-se o 2º trunfo do filme: o seu soberbo conjunto de actores. Steve Carell transita do apático ao ridículo, do humilhado ao confiante, numa interpretação tão hilariante quanto enternecedora. Por sua vez, Ryan Gosling surpreende e conquista num registo bem diferente, com uma personagem que vai bem mais além do já famoso "photoshopped abs". Julianne Moore é encantadora e Emma Stone, após "Easy A", continua a dar provas do seu valor.




Com o seu argumento engenhoso (poderão questionar-se algumas das coincidências mas, para mim, elas acrescentam um tom peculiar e incrivelmente sério ao filme), um humor bem construído e interpretações cativantes, "Crazy, Stupid, Love" afirma-se como a comédia do ano e, singularmente, como uma hábil, emotiva, despretensiosa e subtil história!