Mostrar mensagens com a etiqueta Marion Cotillard. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marion Cotillard. Mostrar todas as mensagens

06 fevereiro 2017

Assassin's Creed


O conceito por detrás deste "Assassin's Creed" era apetecível, não nego. Misturar história e mito, a conquista cristã de Granada com a conquista da Maçã do Éden, deveria originar uma narrativa empolgante, recheada de incríveis momentos de acção!

Contudo, não é isto que o filme nos oferece...A maioria das sequências são apenas medianas e a narrativa acaba por ser um emaranhado de situações pouco coesas e sem grande fôlego!

Por último, apesar das suas qualidades, nem Fassbender nem Cotillard injectam chama suficiente ao filme, que se revela ultimamente pouco entusiasmante!

22 fevereiro 2015

Deux Jours, Une Nuit






"Deux Jours, Une Nuit" é de uma (aparente) simplicidade desarmante!

Sandra, prestes a regressar ao trabalho após baixa médica por depressão, fica a saber de uma votação entre a sua permanência na empresa ou um abono de 1000 euros para os seus colegas: o seu chefe "apercebeu-se" que apenas 16 funcionários e algumas horas extras fazem o trabalho que anteriormente 17 faziam e, assim, de uma penada, o seu posto de trabalho fica em risco. Portanto, acompanhamos a sua demanda, no espaço de um fim de semana, em tentar convencer os colegas a votarem na sua permanência em detrimento do abono. História simples, n'est ce pas?

Ora bem, nem por isso! Nunca o seria verdadeiramente, pois esta modesta premissa esconde uma complexidade severa, angustiante e concreta: no abstracto, ninguém hesita em afirmar quão injusta é esta situação para Sandra e que o correcto é ceder o abono a seu favor; quando confrontados, poucos são os que mantêm esta atitude, ou porque precisam do abono (há famílias para sustentar, casas para arranjar, ou o que seja) ou porque consideram então injusto perder esse dinheiro para alguém que afinal até esteve afastada por doença e poderá não desempenhar bem as suas funções. Ou o que seja.






E é precisamente o modo cru e exigente como esta narrativa é filmada e interpretada que acentua esse dilema e torna o filme extraordinário! Acompanhamos a demanda desesperada e suplicante de Sandra: cada telefonema, cada bater de porta, cada conversa, cada confrontação, cada esperança e cada derrube, cada sorriso e cada lágrima, mostrados pelos irmãos Dardenne com angustiante proximidade, como um constante apertar de alma! E quão arrebatadora e sublime é Marion Cotillard? De olhar franco e melancólico, é o confronto do seu desespero com as réstias de perseverança, do seu desânimo com a sua dignidade, afundar-se novamente na depressão ou lutar por si, pelos seus direitos, pela sua pessoa? E é a incerteza da sua expressão, o inconstante arrastar do corpo, o ensaiado discurso que por vezes quebra face à realidade, a resiliência e assertividade que de tempos a tempos a possuem, as lágrimas escondidas ou o cantarolar "rock'n'roll", personificando e enfrentando um limbo de contradições e êxitos!





"Deux Jours, Une Nuit" é assim avassalador e soberbo, potenciador de reflexão e, de maneira simultaneamente intricada e discreta, um murro no estômago!


09 janeiro 2012

Contagion





O elenco do ano...totalmente desperdiçado...é, de imediato, o que me faz lembrar Contagion. Foi desolador assistir a tamanha desorientação, a uma narrativa sem rumo na qual os actores apenas estão lá, sem chama ou força. Qual o sentido da história de Marion Cotillard ou do escândalo envolvendo a personagem de Laurence Fishburne?
O filme até começa de forma intensa, mesmo perturbadora. O conceito em si tinha bastante potencial, precisamente por poder constituir uma ameaça...assustadoramente real! Contágio. Medo...paranóia...anarquia...violência...devastação. Hipotética situação que, infelizmente, não é retratada eficazmente, nem verdadeiramente sentida, enrolando-se num argumento receoso e numa montagem esquemática.
Uma forte desilusão, assim é Contagion.