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21 dezembro 2014

The Hunger Games: Mockingjay - Part One






Posso só falar desta primeira parte para o ano quando a metade final estrear? É que assim, que posso eu dizer? 

Repetitivo, Mockingjay – Part One é claramente prejudicado por esta divisão que lhe retira ritmo e fulgor. Quantas vezes é preciso mostrar (e sempre com o mesmo esquema) que Katniss está indecisa e receosa, que gosta do Peeta e está preocupada?! Quantas?! E por falar em Peeta, já referi que o moço é aborrecido? É que quer a ser salvo pela Katniss nos filmes anteriores, quer a actuar como rapaz propaganda do Capitólio neste, o único sentimento que me desperta é mesmo aborrecimento! E, já agora, espero que Cressida tenha maior destaque no próximo filme, porque ver a maravilhosa Natalie Dormer num papel tão passivo é definitivamente frustrante! 

Concluindo, esta primeira parte decaiu em qualidade e entretenimento, não se salvando nem com as prestações dos secundários de luxo Phylip Seymour Hoffman e Julianne Moore nem com a já tão falada prestação musical de Jennifer Lawrence! Para o ano voltamos à arena e espero que com chama!


08 junho 2014

X-Men: Days of Future Past



Ora bem, aviso já que nunca li os comics e o que sei do universo X-Men é um misto de cultura geral (pode chamar-se assim?), visualização dos outros filmes e coisas que fui pesquisando por essa Internet fora. Por isso, esta crítica não vai abordar a fidelidade à obra original e afins, simplesmente porque não sou capaz de a avaliar...






Posto isto, o que me seduziu no “X-Men: First Class” foi a densidade emocional que imprimiram às personagens (por vezes coisa rara neste mundo das adaptações), a profundidade da relação entre Charles Xavier/Professor X e Erik Lehnsherr/Magneto e a qualidade do argumento. Sem sombra de dúvida, e de forma apaixonante, “X-Men: Days of Future Past” mantem essa estratégia de sucesso, declarando-se como um revigorante, invulgar e entusiasmante blockbuster! 
Em termos de argumento, temos uma história tanto intrigante como sólida, mesmo envolvendo o complicado tema das viagens no tempo. A sua resolução deixou-me satisfeita, porque me pareceu seguir uma progressão lógica, pelo menos de imediato; só fiquei com algumas questões sobre como esta interferência alterará o futuro e que consequências terá, tendo em conta o que a trilogia anterior nos revelou.
A nível de interpretações, bem, Fassbender e McAvoy são simplesmente incríveis, incorporando nas suas personagens um carisma palpável: um Magneto copiosamente maquiavélico e um debilitado Professor X numa jornada de “auto-descoberta”, se assim o quisermos pôr. E, já agora, qualquer diálogo, confronto, interacção entre os dois é terrivelmente empolgante e hipnótica, sem exageros! Jennifer Lawrence, embora uns furos abaixo (excepção feita à cena na cabine telefónica) não desilude como Mystique. Peter Dinklage, de Lannister a vilão, é convincente, mas não tão temível como eu imaginei. Tive foi pena que o tempo de ecrã de McKellen/Stewart não tenha sido maior…E quão cool seria um confronto entre o Magneto do futuro e o do passado, tal como aquele a que tivemos direito com o Professor X? 





Por último, qualidade técnica irrepreensível e nota positiva para o factor “coolness” que se respira (e ao qual First Class já nos habituara), quer pela época dos seventies, quer pelo modo como muitas das sequências nos foram apresentadas! 
E assim, sem artifícios desnecessários, “X-Men: Days of Future Past” afirma-se como um notável blockbuster, de excitante e inteligente execução! 


E agora, seguem-se SPOILERS!!!

22 fevereiro 2014

American Hustle






Tão plástico como as perucas dos seus protagonistas, tão barato como os decotes das suas protagonistas, “American Hustle” é um engodo de pretensiosismo e falso estilo que rapidamente se desmorona face a um sofrível argumento e insignificantes interpretações. David O. Russel dirige um filme desinspirado e aborrecido, quer na construção da história, previsivelmente linear, quer no desenvolvimento das suas personagens, nas quais aparentemente só se investiu a nível da caracterização física. Lamentável.


16 janeiro 2014

The Hunger Games - Catching Fire




"Remember who the enemy is."






Passado um ano, regressamos à arena. Ou, verdade seja dita, e como Katniss dolorosamente se apercebe, nunca chegámos a sair do seu interior.
O segundo capítulo da trilogia " The Hunger Games" retorna em força. Tecnica e visualmente irrepreensível, explora de forma convincente e surpreendente as consequências dos eventos ocorridos nos últimos Jogos. Jennifer Lawrence retoma o seu papel como uma anti-heroína ainda mais destemida e atrevida. Pena é que a sua química com Josh Hutcherson não seja a mais flamejante.
Apesar disto, e sem querer revelar pormenores, "Catching Fire" supera entusiasticamente o seu antecessor, oferecendo-nos o que esse nem sempre mostrou: chama, muita chama!
E na espera que se segue, despeço-me com a questão: cantará o tordo por fim em liberdade?



09 abril 2012

The Hunger Games



May the odds be ever in your favor.





Um subtexto promissor com uma sátira social bem incisiva. Uma primeira parte desenvolvida impecavelmente, de narrativa fluida e cativante. Jennifer Lawrence radiante e audaciosa. Stanley Tucci histericamente divertido. E depois chegam os Jogos…e, perdoem-me o trocadilho, não fiquei faminta por mais. Não sei se por falhas ou condicionalismos da obra original (que, confesso, não conheço), se por pressões de tempo/dinheiro, o facto é que a segunda parte se desenrola de forma apressada e desequilibrada. Assim, é incapaz de nos fazer preocupar verdadeiramente pelo destino das personagens secundárias e, pior, atira a protagonista para uma relação amorosa no mínimo duvidosa e, parece-me, contra a sua própria natureza. The Hunger Games. Gostei mas não me impressionou. No fundo, falta-lhe aquilo que mais precisaria: chama.