É a imensidão do vasto. A beleza do infinito. Livre e quimérico, desenhado em pungente azeviche. A possibilidade do imensurável. É o terrível do imenso sem limite. Do breu camuflado de luz. De um grito abafado pelo vácuo. De um vasto que, num embate, se torna subitamente claustrofóbico. É um olhar em súplica, um corpo em posição fetal, solidão e silêncio, desespero. Luta e conquista. Reencontrar-se quando se julga não ser nada mais que um ínfimo ponto à deriva. Tocar. Sentir. Recuperar-se. Abraçar por fim a gravidade.
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24 novembro 2013
30 dezembro 2011
Good Night And Good Luck
A eloquência a preto e branco. A coragem de criticar e questionar. O "atrevimento" de procurar a verdade e de informar o público. Edward R. Murrow. A voz da CBS contra o despotismo de McCarthy. Contra a perseguição. Contra o medo. Contra a ignorância.
A câmara de Clooney é pausada, tranquila. Ritmada ali e acolá, quando o jazz preenche o ecrã (numa nota curiosa, exactamente de 23 em 23 minutos, a duração média de um programa de televisão nos anos 50). Mas é, afirmo, de uma sobriedade impressionante, que se conjuga perfeitamente com o tom do filme. Assim como a magnífica interpretação de David Strathairn que, com um magnética presença e uma voz arrebatadora, dá vida a Edward R. Murrow. A seu lado, brilha um conjunto de grandes secundários: Robert Downey Jr., Patricia Clarkson e o próprio Clooney.
Good Night and Good Luck, um testemunho do passado. Simultaneamente, um alerta para o papel actual dos media e a responsabilidade do jornalismo, num paralelo com a época retratada. Good Night and Good Luck, um nobre clássico.
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