Ora vamos lá ao que interessa…
“I don’t make love. I fuck. Hard.” Se estão à espera disto, vão até outras paragens.
Quanto ao resto, o filme melhora alguns aspectos do livro. Primeiro, e muito importante, tiraram aquela referência extremamente pirosa e constrangedora à “inner godess”! Aleluia! Depois, a Anna do filme acaba por ser um pouco mais assertiva que a descrita no livro ao mesmo tempo que atenuaram a faceta mais obsessiva e controladora (fora do quarto) de Christian Grey. Por último, está presente mais humor do que seria de esperar, nomeadamente nas reacções de Anna a toda a situação, que deixam de ser de simples constrangimento para se tornarem engraçadas e até espirituosas. Ou seja, destes pormenores até gostei!
Agora enquanto filme, tal como o livro, não esperem nada de elaborado ou profundo: o primeiro volume é pouco mais que a descrição (em má escrita) de uma série de encontros sexuais e se no filme investiram mais na romantização da relação ao invés do sexo, certo é que se trata apenas disso, sem desenvolvimento das personagens ou uma história complexa. Achei que existia química sim entre Dakota Johnson e Jamie Dornan mas o argumento não lhes permite fazerem mais que aquilo que mostraram. Não se fazem omoletes sem ovos, não é?
Concluindo, acaba por ser muito brando e "certinho" para quem se publicitou como tão provocador e sensual. Achei que funcionou como uma boa adaptação do livro e por isso não desgostei, embora enquanto filme em nome próprio seja demasiado medíocre.
“And now for your momento of Zen:”




