19 janeiro 2011

Enter At Your Own Risk!





Bizarro, bizarro, bizarro!

Deliciosamente bizarro!





It's astounding Time is... fleeting Madness... takes its toll...


17 janeiro 2011

Golden Globes 2011 - Vencedores em Cinema



Natalie Portman - Melhor Actriz (Drama)


Colin Firth - Melhor Actor (Drama)



Annette Benning - Melhor Actriz (Comédia ou Musical)



Paul Giamatti - Melhor Actor (Comédia ou Musical)


Christian Bale - Melhor Actor Secundário



Melissa Leo - Melhor Actriz Secundária


The Kids Are Alright - Melhor Filme (Comédia ou Musical)


Melhor Filme (Drama)

David Fincher - Melhor Realizador

(devo ser a única pessoa que ainda não viu The Social Network)


Melhor Filme de Animação

(mas alguém tinha dúvidas?)



Robert de Niro - Prémio Cecil B. DeMille




Golden Globes 2011 - Vencedores em Televisão



Jane Lynch - Melhor Actriz Secundária


Chris Colfer - Melhor Actor Secundário


Laura Linney - Melhor Actriz (Comédia)


Jim Parsons - Melhor Actor (Comédia)


Glee - Melhor Série (Comédia)


Katey Sagal - Melhor Actriz (Drama)


Steve Buscemi - Melhor Actor (Drama)


Melhor Série (Drama)


E a noite foi dos Gleeks! ;)



16 janeiro 2011

Scott Pilgrim vs The World



It's gonna be legen... wait for it... dary! Legendary!



And legendary it was!


Um autêntico delírio para os sentidos, deixando o espectador totalmente rendido à constante de fantásticos efeitos visuais, infinitos split-screens e estridentes onomatopeias! Com um ritmo intenso, tão depressa parecemos estar dentro de um videojogo como de um videoclip ou mesmo de ambos...é simplesmente alucinante!




Michael Cera é o perfeito geek, Mary Elizabeth Winstead a misteriosa e inacessível Ramona, Kieran Culkin o sarcástico e certeiro melhor amigo...e terei que destacar Ellen Wong como a obcecada ex-namorada! E depois temos os "evil exes", detestáveis e risíveis, desde Chris Evans a Jason Schartzman, passando por Mae Whitman ("I was just a little bi-curious!")!





Os melhores momentos:

- Em modo sitcom...e com direito à música do Seinfield!

- A Batalha das Bandas


Roxy Richter: You punched me in the boob! Prepare to die, obviously!

Scott Pilgrim: You're pretentious, this club sucks, I have beef. Let's do it.

Young Neil: He punched the highlights out of her hair!

Kim Pine: We are Sex Bob-Omb! And we're here to watch Scott Pilgrim kick your teeth in! One-two-three-four!

Knives Chau: You stole my boyfriend. Taste my steel!

Lucas Lee: Prepare to feel the wrath of the League of the Evil Exes.

Scott Pilgrim: I'm in lesbians with you.


Despretensioso e descomprometido, "Scott Pilgrim vs The World" é puro entretenimento explosivo, não esquecendo a forma diferente mas igualmente séria como aborda as dificuldades e desafios das relações amorosas...sim, mesmo que no mundo real o amor não se ganhe após a conquista de sete níveis! ;)



01 janeiro 2011

2010 - Retrospectiva





Confesso que me considero incapaz de elaborar listas ou tops dos melhores filmes do ano e por aí adiante…Que tarefa mais injusta e inglória! Ainda para mais, não consegui ver tudo o que queria, infelizmente, por falta de oportunidade ou tempo!
Assim, sem pódios nem vencedores…apenas o que me deu mais prazer em ver neste ano que findou!
De filmes de 2010 a filmes vistos em 2010, passando ainda pelas séries televisivas, numa época de auge em que a televisão se tem vindo a afirmar como um sério competidor do cinema…partilho convosco as minhas escolhas, acima de tudo muito pessoais!


The Road (7 de Janeiro)


Up In The Air (21 de Janeiro)

Shutter Island (25 de Fevereiro)


Fish Tank (6 de Maio)

Inception (22 de Julho)

Toy Story 3 (29 de Julho)

Embargo (30 de Setembro)



As melhores descobertas cinematográficas...


Cat on a Hot Tin Roof (1958)

The Good, The Bad and The Ugly (1966)

Clockwork Orange (1971)


Hunger (2008)



E o melhor do pequeno ecrã...


The Walking Dead

Aqui a menina era aversa ao género terror (excepção feita a The Shining…e este é um caso bastante especial) … Até que sugestionada já nem sei muito bem pelo quê, me arrisquei a ver o primeiro episódio de The Walking Dead! E ainda bem! Muito gore, sangue e violência, para além de uma excelente caracterização dos walkers, complementado por uma arrepiante e necessária intensidade dramática! Talvez agora me arrisque no universo de Romero e de outros mestres do terror!

Days Gone Bye (1.01)



Mad Men

Shame on me por apenas me ter iniciado nesta pérola televisiva há tão pouco tempo! Excelência, perfeição…é difícil descrever com justiça o esplendor de Mad Men! Eu tentei…mas confesso que foi uma odisseia!

The Wheel (1.13)


A nostalgia do tempo vivido, do tempo passado...o arrependimento do tempo perdido…e a efémera tentativa de o prendermos, de regressarmos ao conforto dessas memórias…



E qual a vossa opinião? Como foi o vosso 2010?

30 dezembro 2010

Mad Men - Temporadas 1 e 2




Mad Men: A term coined in the late 1950’s to describe the advertising executives of Madison Avenue. They coined it.


As convulsões de uma época em mudança retratadas através do mundo da publicidade. Um mundo em que a palavra é mestra e a manipulação uma arte…e tão impregnada nestes homens que já a fazem um modo de vida.

Deixar-se envolver por Mad Men não é algo fácil…ou talvez o seja…afinal, acho que inconscientemente me rendi ao primeiro episódio; contudo, este aprimorado drama possui certas particularidades motivadoras de alguma repulsa inicial. Porque se os sixties nos fazem quase de imediato lembrar um ambiente boémio e revolucionário, também é verdade que escondem um lado mais negro e conservador, arrisco chocante…E Mad Men coloca logo todas as suas cartas na mesa: “It’s a man’s, man’s world”!



E nunca nos faz esquecer disso: doses largas de machismo e discriminação coabitam naturalmente com racismo, intolerância e anti-semitismo, numa série de comportamentos tão intricadamente presentes que arrepiam o espectador actual!

Roger: Have we hired any Jews?
Don Draper: Not on my watch!

Don Draper: I'm not going to let a woman talk to me like that!

Joan Holloway (about the typewriter): Now, try not be overwhelmed by all this technology. It looks complicated, but the men who designed
made it simple enough for a woman to use.

No entanto, convém não esquecer que essa era uma realidade e é, no mínimo, refrescante assistir a uma série que não cede aos clichés e ao politicamente correcto. Regra que se estende aos constantes hábitos de tabaco e álcool apresentados na série, de um excesso quase alarmante…




Não é apenas neste aspecto que Mad Men se distingue. Detentor de um ritmo muito próprio, desenvolve-se com uma cadência invulgar, aparentemente lenta, contudo minuciosa e desafiante, na qual cada cena, cada fala, cada silêncio ou cada expressão são excepcionais partes de um todo, no qual o pormenor é rei e senhor! Este cuidado traduz-se, em grande parte, nos estonteantes figurinos, no rigor da decoração, na distinta fotografia, na nostálgica e sempre apropriada banda – sonora que brilhantemente recriam todo o glamour e beleza da década de 60! Mas acima de tudo, converte-se em excelentes e ricos diálogos e numa densa, trágica e profunda caracterização das personagens.

Em Mad Men, ninguém escapa à ambiguidade moral, numa paleta controversa de variados e excitantes tons de cinzento!

Don Draper, a personagem principal, é um bem-sucedido publicitário em ascensão, na reputada agência Sterling-Cooper. Competente, bonito, charmoso, é o homem que as mulheres querem ter e que os outros querem ser! E ele sabe-o…e tão bem! Mas esta certa arrogância não é o seu único defeito. Manipulador, possessivo, sexista e por vezes intolerante, Don é um homem de contradições! Misterioso e reservado, esconde segredos do seu passado, passado esse fechado até mesmo à sua família! Família esta que é notório que ama (e muito) mas à qual parece desesperadamente incapaz de ser fiel, num rol de traições e afastamentos que acaba por debilitar o seu casamento. Soberbamente interpretado por um brilhante Jon Hamm, que lhe cede todo o seu carisma e força, Don Draper é assim uma personagem absolutamente magnética, para a qual somos inevitavelmente atraídos, mesmo conhecendo e desesperando com os seus defeitos e faltas, mesmo quando estes parecem encobrir totalmente a sua lealdade, a sua rectidão, o seu amor à família, mesmo quando o queremos e o conseguimos odiar!




No que considero um pólo marginalmente oposto ao de Draper, encontra-se Peter Campbell, para mim provavelmente a única personagem vazia de qualquer característica redentora! Convencido, egoísta, imaturo, egocêntrico e pérfido, o jovem Campbell quer tudo, quere-o já e fará tudo para o alcançar, não se importando com nada ou ninguém. Deveras detestável!




Num mundo de homens, saturado e sufocante, é com prazer que vemos surgir duas fortes personagens femininas, indícios da revolução de valores e de papéis que se aproximava! Primeiro, Peggy Olson: a inicialmente tímida e apagada secretária de Don Draper que com uma notável determinação e um inspirado trabalho se conseguir afirmar e sobressair neste universo perversamente masculino! Acredito que Peggy tenha ainda muito mais para nos mostrar e surpreender, até porque a sua dedicação e bondade escondem igualmente um certo egoísmo e fragilidade. Saudações a Elizabeth Moss, magnífica!




Depois, Joan Holloway: voluptuosa e sensual, é a força orientadora do escritório, que inteligentemente desarma todos os homens, uma mulher segura, moderna e independente!




Por outro lado, temos Betty Draper, ex-modelo tornada dona de casa e perfeita anfitriã, a típica esposa dos anos 50. De uma beleza à Grace Kelly, doce e encantadora, é no fundo uma mulher insegura, vulnerável, submissa, infantil e neurótica mas também cruel e inconsciente!




Se Hamm e Moss são quem, até agora, mais se destaca, são de salientar igualmente as composições de Christina Hendricks (Joan) e de January Jones (Betty), além da solidez do elenco mais secundário!

Situando-se na década de 60 e sendo mais que uma reconstituição histórica, Mad Men chama a si o classicismo de Hollywood, numa gloriosa e subtil homenagem! Desde a premente sensualidade, que suave e discretamente se insinua num mero gesto, numa mera expressão, num mero olhar, às próprias referências e memórias à cultura pop e cinematográfica!

Mad Men afirma-se desta forma como um complexo e poderoso drama, inteligentemente escrito, magnificamente concebido e excelentemente interpretado! E é tão gratificante poder assistir a um projecto desta imensa qualidade, arrebatador, requintado, fogoso, sério, enriquecedor!
Uma imaculada perfeição! Bravo!




Aqui me despeço!
A terceira e quarta temporada esperam por mim…
e eu já não consigo esperar mais!


29 dezembro 2010

O calvário de Leonardo diCaprio


[spoilers para Revolutionary Road, Shutter Island e Inception]





Em 3 anos,

3 desequilibradas esposas...

3 descidas aos infernos...



Leonardo diCaprio protagoniza:


http://filmexperience.blogspot.com/2010/12/cinematic-shame-worst-of-year.html